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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Histórico

Os primeiros registos da arte erótica remontam a pré-história, com reproduções da vida quotidiana representadas pelo homem nas cavernas. Inicialmente assistia-se a gravuras que descreviam os animais no seu habitat natural procurando acasalar, posteriormente foi introduzida a silhueta humana e o elemento da criação.
No Paleolítico encontram-se as primeiras representações do feminino, tendo sido as primeiras descobertas na Europa. Tratavam-se essencialmente de imagens esculpidas na pedra, representando uma mulher de seios grandes abdómen proeminente enquanto símbolo da gravidez e fertilidade.
Na maioria, estas esculturas encontradas no período da pré-historia, mais do que o elemento erótico, tinham enfoque nos objectivos de sobrevivência, tais como a caça, agricultura, animais ou pastoreio.
Avançando no tempo, encontramos a trocar do enfoque na sobrevivência através da procura de alimento, para a sobrevivência através da reprodução da espécie, com as representações a caminharem para uma definição maior do ser humano, do feminino e ostentando símbolos de fertilidade.
Na Grécia, Roma, Egipto e Índia, há uma clara orientação para o belo. Procuram representar o corpo perfeito, atraente e a exaltação do erótico e sexual, na maioria em ambientes propícios a pratica sexual.
As posturas das imagens representadas submetem o observador a ideia de carinho, desejo e coito através de uma representação explicita da ideia.
Por sua vez, os símbolos fálicos, associam-se a fertilidade, família numerosa e consequentemente poder e protecção.
Nesta altura o erotismos floresce e os artistas alimentam as suas criações, cada vez mais explicitas, como representações claras de desejo e coito.
Um dos expoentes máximos da arte erótica é a literatura que passou a conferir o poder do leitor desejar e sonhar com o erotismo e até mesmo descobrir o seu próprio sentido sexual e erótico.
Encontramos textos eróticos nas obras de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Bocage, Aristófanes, Ovídio, Júlio Ribeiro, Marquês de Sade etc.
Também na musica se encontra expressões de erotismo, principalmente através da dança.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_er%C3%B3tica

Hentai



Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.

Com a Restauração Meiji, foi introduzida no Japão a cultura ocidental, que tinha na época grandes barreiras morais à nudez em público. Com isso, o shunga entrou em decadência, mas a pornografia continuou a existir de forma mais escondida.

O surgimento do hentai moderno começou após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando permitiu-se novamente a publicação de material pornográfico. Entretanto, até 1991 era proibida no Japão a divulgação de material com pêlos púbicos, obrigando os artistas a não desenhá-los. Mesmo hoje em dia, a ausência de pêlos é uma característica própria do hentai, mas há muitas obras em que os pelos são desenhados pois não são mais proibidos.

Em 1983, a Nintendo lançou os primeiros pornográficos para computador no Japão. Esses jogos empregavam hentai, e não mulheres de verdade, para contornar as limitações gráficas dos computadores da época. O mercado de jogos hentai, a partir daí, alcançou um tamanho razoável em países do extremo oriente e publicou alguns títulos de pouca expressão no ocidente.

No final da década de 80, o hentai ganhou um novo impulso com a popularização do doujin, ou mangás amadores. Estima-se que metade do mercado seja composto por pornografia, embora seja difícil calcular pois muitos desses trabalhos são divulgados pela internet.

A maioria dos hentais compartilha algumas características em comum. O estilo de desenho pode ter variações como nos mangás não-pornográficos, mas é quase universal que os pêlos pubianos não são desenhados, o que acaba dando uma aparência mais jovem às personagens. Geralmente, dá-se preferência a personagens jovens. Também é comum que se retratem fetiches típicos dos japoneses, como o bukkake (ejaculação no rosto e corpo por vários homens) e mulheres com partes do corpo de animais, geralmente gatos, conhecidas como nekomimi.

Mesmo trabalhos não-pornográficos de anime e mangá retratam situações adultas e nudez leve, mesmo em obras voltadas ao público infantil (como em Sailor Moon). O hentai pode ser dividido em vários gêneros, de acordo com a temática das relações exploradas na obra. Muitos fãs têm o seu gênero favorito, e alguns tipos de hentai podem ser considerados mais pervertidos do que outros.









Geralmente, usam-se palavras japonesas para denominar os tipos de hentai:

  • Kemono (Animais)(no ocidente também conhecido como Yiff ou furry)
  • Futanari (Hermafroditas)
  • Loli-con (Meninas jovens)
  • Shota-con (Meninos jovens)
  • Yaoi (Gays)
  • Yuri (Lésbicas)
  • Guro (grotesco, pode envolver violência e scat)
No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual "normal", nem qualquer entretenimento de sexo explícito (vale lembrar que as palavras têm impacto diferente, se uma japonesa chama um amigo de hentai, é equivalente a tarado, ou pervertido, sem uma conotação suja e doentia). Os termos 18-kin , que significa "proibido a menores de 18 anos", e seijin manga ("manga para adultos" ) são usados pelos japoneses nesse sentido. Outro termo utilizado para hentai no oriente é H-mangá .

sábado, 30 de agosto de 2008

Literatura Erótica

A Literatura Erótica é o gênero literário que utiliza o erotismo em forma escrita para despertar ou instruir o leitor sobre as práticas sexuais. Em sua maior parte utiliza-se do gênero literário romance, embora alguns dos grandes clássicos eróticos estejam em forma de conto ou poesia.


A ficção erótica do século XX inclui clássicos do gênero, tais como:

Trois Filles de Leur Mére(1926) por Pierre Louys

História do Olho (1928) de Georges Bataille

Trópico de Câncer (1934) de Henry Miller

A História de O(1954) por Pauline Réage

Lolita (1955) e Ada ou Ardor (1969) de Vladimir Nabokov

Delta de Vênus (1978) de Anaïs Nin

A bicicleta Rider (1985) de Guy Davenport