segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Paolo Eleuteri Serpieri


Paolo Eleuteri Serpieri (Veneza, Itália 2 de Fevereiro de 1944) é um escritor de histórias em quadrinhos e ilustrador italiano, conhecido pelo alto nível de detalhes em seus trabalhos retratando as formas humanas, particularmente imagens eróticas de mulheres. É mais conhecido pelo seu trabalho na série erótica de ficção científica Druuna
Serpieri mudou-se para Roma quando jovem para estudar pintura e arquitetura na Fine Art Academy em Roma com Renato Guttuso e iniciou sua carreira como pintor em 1966, mas em 1975 ele transferiu seu foco para os quadrinhos ao assumir um cargo na revista italiana


Serpieri é um mestre do desenho facto a que não é alheia a sua formação artística nomeadamente na área da pintura. Porém, só relativamente tarde é que descobriu e explorou as potencialidades da 9ª arte, a banda desenhada. Foi muito influenciado pelas histórias fantásticas publicadas na revista "Métal Hurlant" e pelo cinema - ele próprio cita Alien e Blade Runner como duas das suas referências fundamentais.



O seu desenho é particularmente cuidado nas figuras femininas, plásticas e volumosas, quase palpáveis. As mulheres são anatomicamente perfeitas, belas e sensuais em contraste com tudo o resto que é feio, mórbido e sombrio. Este mundo de ficção científica fantástica transmite uma imagem de pessimismo e de dor a que Druuna escapa através do prazer. Na beleza e no prazer Serpieri tenta ver o caminho da fuga ao caos e à morte...

Escrever acerca de Serpieri como autor de BD, é escrever sobre a Druuna. Para quem já leu alguma das aventuras da Druuna, a visão de uma mulher de formas exuberantes e

atitude ingénua e generosa já não consegue ser ultrapassada apenas pela imaginação, pois Serpieri já nos roubou isso. Druuna representa a mulher que qualquer um de nós, num dado momento, já sonhou…era do tipo de menina que faria qualquer um de nós, na rua, exclamar “Bendita seja a tua mamanzinha, minha linda!”. Não existem adjectivos suficientes para descrever a fartura e a sua falta de pudor. A par com o Manara, Serpieri é um dos maiores vultos do erotismo/pornográfico dos últimos 25 anos. Pelo que o Serpieri afirma, o personagem foi inspirado numa menina com quem ele se cruzou em Roma no começo da década de 80 (caso para blasfemar: “Meu Deus, ela existe!”). Lançado em 1985 o primeiro episódio da sua já extensa saga na revista L’Eternauta, Morbus Gravis (editado pela Meribérica), é talvez uma das séries com os personagens mais completos na ficção-cientifica erótico-pornográfica, pela infinidade de influências do cinema, da literatura, da BD e dos próprios Comics. O Mundo bizarro da heroína, povoado por monstros mutantes disformes, monstros humanos e pobres coitados que deambulam à mercê de um poder mal definido, é o palco apocalíptico das suas aventuras, que embora pejado de cenas de sexo muito explicito não abdica de um enredo complexo e completo. O traço de pormenor cheio, meticuloso e hiper-realista define o desenho do autor; também o não abdicar da perfeição no produto final possibilitou-nos ler os seus álbuns com todas as suas cores originais. Em Portugal poderemos encontrar o álbum Morbus Gravis e Druuna editados pela Meribérica e o álbum “O Planeta Esquecido” editado pela Norma. É uma lacuna enorme não terem sido publicados os outros; a Bagheera é a editora Francesa da série, embora os dois primeiros álbuns tenham tido a primeira edição na Dargaud.

Druuna é uma história em quadrinhos criada por Paolo Serpieri. Já virou até jogo de computador. Narra um futuro apocalíptico, em um mundo corrompido por uma estranha doença, onde a protagonista perambula buscando a cura, e respostas.




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