quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Poesias Eróticas

Bainha aberta (Astrid Cabral )

Crava em meu corpo essa espada crua.
Quero o ardor e o êxtase da luta
em que me rendo voluntária e nua.
Meu temor é a paz pós-união:
desenlace derrota solidão.



Boceta ( Arnaldo Antunes)

da entrada à entranha
dessa eterna
moradada morte diária
molhada
de mim
desde dentro
o tempo
acaba
entre lábio e lábio
de mucosa rósea
que abro
e me abraça a cabeça o tronco
o membro
acaba o tempo

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